Relacionamentos…

Ahhh como nós mulheres gostamos de falar sobre isso. E alguns homens também, embora não admitam, conhecemos alguns bem chegados a uma D.R..

Vivemos uma nova era. O programa “Amor e Sexo” em grande audiência na rede Globo, filme 50 tons de cinza lota os cinemas no mundo e seu livro vira um fenômeno de vendas, com direito a volume 1,2,3 e expectativa para continuar a história. Uma das séries com maior sucesso foi “Amores Roubados”,  pouquíssimas mulheres deixaram de acompanhar, comentar e esperar por mais. Cursos pipocando em todo lugar sobre técnicas de sedução, por aí vai. Isso demonstra novos tempos. Não cola mais pousar de “família margarina”, aquela linda cena do comercial, todos felizes, sorrindo, muitas vezes não passando de uma bela fachada. Atender os padrões sociais, comodismo?

Relacionamento é para ser bom e pronto!

Hoje em dia, temos muito mais modelos de relações do que alguns anos atrás. Diversas composições: namoro, rolo, one-night-stay, “namorido”, namoro liberal, casamento liberal, casamento tradicional, “família margarina” e por aí vai. Claro que em todas estas modalidades existem os bons e ruins. Acho que o que define o bom, é o quanto é verdadeiro, com respeito mútuo e sentimento, seja uma noite ou uma longa história.

 

Momento em que uma mulher não precisa ter um homem para sobreviver financeiramente ou emocionalmente. Foi-se o tempo que ser separada, por exemplo, era algo a se envergonhar ou esconder. Tornou-se fato comum. Responder a pergunta se tem ou não namorado era constrangedor. Não é mais assim que funciona. Mas, sempre haverão os machistas, tanto homens como mulheres, moralistas ou carolas de plantão. Esse é o nosso mundo, infelizmente o preconceito ainda sobrevive para o nosso pesar.

Atenção!! Ser independente não significa não querer um homem ao seu lado. Esse papo de “não preciso de homem para ser feliz” é balela. Querer ou não compromisso sério, buscar preservar nossa individualidade,  não exclui o desejo pela companhia, carinho, mimos, amor, paixão. Assim, resta encontrar alguém com os mesmos objetivos e role aquela química.

Falando parece fácil, mas é muito complexo, mil e um critérios para conciliar de um lado e de outro. Fora as crenças e medos de cada um, reais ou imaginários.

Como psicóloga tenho a oportunidade de conhecer muitas histórias. Histórias de amor, de paixão, de amor patológico, obsessão, de amizade e companheirismo, infidelidade…

Algo marcante em todas as histórias e caminha ao lado dos problemas no setor afetivo é uma palavra chamada AUTO-ESTIMA. A falta dela nos faz ficar em relacionamentos ruins, boicotar ou fugir dos bons, escolher mal nossos homens, nos sujeitar situações patéticas, insistir nos fracassos. Até mesmo abandonar a relação, não cultivar, deixar morrer. Nada pior que um relacionamento sem paixão, sem intimidade. Essa tal de Auto-Estima pode ser mesmo devastadora.

Não posso deixar de citar as sábias palavras de Regina Navarro Lins, “…a mulher na nossa cultura, quando encontra um par, torna-se a Bela Adormecida ao avesso, não é despertada, ao contrário, adormece para quem é, para quem ele é, para a realidade. Adormece e se esforça para ficar adormecida.”

Por baixa-estima ou pela crença que o grande encontro com o príncipe bastaria. “E foram felizes para sempre”, assim termina a história, sem jamais saber o que aconteceu depois disso.

Parece que de um lado temos a crença do encontro com o príncipe, de outro uma nova personagem, mudada, cheia de ideias e fantasias.

Menos Cinderela, mais Valente, com uma boa pitada de Malévola. Valente que vai atrás dos sonhos e desafios. Malévola sim, pois é humana, com suas vitórias e decepções, por vezes amargurada. Inteligente e corajosa no que se refere a alcançar suas metas e defender aqueles que ama. Difícil não se identificar.

Basta então acordar para este novo cenário e buscar o que realmente queremos.

Belas Adormecidas não sobrevivem no mundo de hoje. Estamos muito mais para princesas guerreiras do que para a dorminhocas de pijama.

50 Tons de cinza veio para dizer algo, as mulheres querem mais de seus relacionamentos, assim como os homens também.

Não digo que queremos necessariamente “apanhar” como algumas definições superficiais da história do poderoso Christian Gray. Queremos ousar mais, viver nossos desejos e fantasias. Tirar as máscaras do dia a dia, estarmos livres de julgamentos e regras… Adrenalina, mistério, quem leu sabe do que estou falando. Uma história recheada de enigmas e segredos, acredito ser esta a razão de tanto sucesso.

Pensar no sexo de forma quase romântica, abrir a mente para a ousadia, querer viver novas sensações, acessar o mundo mágico dos fetiches…. Tudo isso nos fascina.

É como mergulhar no nosso jardim secreto e se deliciar.

Esthel Perel, autora do livro “Sexo no Cativeiro”, que aliás é ótimo, defende a importância do mistério nas relações,  pois a paixão passa por aí, e o “segredo”,  é afrodisíaco.

E talvez seja pela falta deste tempero misterioso que tantas pessoas são infiéis, atraídas pela grama misteriosa e reluzente do vizinho.

Viver neste novo conceito e buscar relações mais satisfatórias requer Auto-Estima, acredite!

Não deixe para depois o que quer viver hoje. Busque o que  há de melhor no amor e nos relacionamentos, e como diz o filme “Enquanto o amor não vem…” , ame-se! “Depois do pôr do sol…”,  ame-se mais ainda!

Lembrando, você é autora e personagem principal da história.

Ter objetivos e interesses próprios não somente nos torna mais alegres como gera admiração e enigma, causando no outro aquela vontade de descobrir o que mais existe por trás dos belos olhos. De novo, o famoso mistério…

E mais, atividade física, novos hobbies, lingerie novo, cuidar do visual, sair com amigas e o que mais fizer bem, não é futilidade, é investimento emocional !!

FullSizeRender-20